O Dia depois de Amanhã

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Bp. Hermes Fernandes
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Um psicólogo britânico conduziu uma experiência usando o site de relacionamentos Twitter com objetivo de questionar a existência da paranormalidade. Durante quatro dias, o professor Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, pediu que um vasto número de voluntários e pessoas que acreditavam ter poderes paranormais o "seguissem" no Twitter para participar do teste.

Wiseman se dirigia a um local secreto e enviava uma mensagem de Twitter pedindo aos participantes que escrevessem de volta, descrevendo suas sensações e impressões do local em que ele se encontrava.

Em seguida, Wiseman enviava outra mensagem com fotos de cinco locações diferentes - a que ele se encontrava, além de quatro locações "falsas" - e pedia aos participantes que votassem na que eles consideravam ser a "verdadeira". A que recebesse maior número de votos era considerada a escolha do grupo. O professor acreditava que, se o grupo tivesse habilidades psíquicas, a maioria votaria na locação correta. Em todas as quatro tentativas, no entanto, o grupo escolheu uma das locações falsas.

"Na primeira tentativa eu estava olhando para um edifício extremamente moderno, mas a maior parte do grupo (35%) acreditou que eu estava em uma floresta. Em outra tentativa, eu estava sentado embaixo de uma cobertura bastante incomum, mEsta semana tive um encontro muito abençoado com o Dr. Antony Portigliatti, da Florida Christian University. Entre os assuntos sobre os quais conversamos, estava a atual crise que abate o mundo, e em particular, a nação americana.

Enquanto lhe falava sobre minha preocupação com o futuro, com as próximas gerações, ele me expôs uma simples, porém significativa analogia: Quem pensa no futuro distante, planta uma árvore. Quem se preocupa com o futuro mais próximo, planta trigo. Mas quem está mais preocupado com o aqui e agora, planta alface.

Ambos concordamos que há lugar tanto para a plantação de árvores, quanto para o cultivo de trigo e alface. Uma coisa não elimina a outra. O problema é que a árvore plantada hoje, só começará a dar fruto daqui alguns anos. Provavelmente, as próximas gerações que se beneficiarão dela. Ninguém tem paciência de esperar. Somos uma sociedade imediatista. A sociedade do alface.

Em contrapartida, se não plantarmos alface hoje, e trigo para um futuro próximo, como sobreveviremos até que a árvore comece a frutificar?

Segundo o Dr. Tony, a maioria dos líderes está mais preocupada em como driblar os efeitos da crise atual. Pensar no futuro agora não parece exercer qualquer atração sobre eles.

Jesus consegue reunir as duas coisas em uma mesma parábola, na qual o Reino de Deus é comparado a um homem que lança na terra uma minúscula semente de mostarda, que brota como uma hortaliça, mas que aos poucos vai se tornando numa árvore, capaz de oferecer sombra a todos os pássaros dos céus.

Não podemos desprezar o presente em nome do futuro, mas também não podemos negligenciar o futuro em nome do imediatismo.

Tudo quanto fizermos deve ser visto numa perspectiva de curto, médio e longo prazo.

Não temos o direito de agir prodigamente com os recursos de que dispomos, pois nossos filhos pagarão um alto preço por isso.

Como sair da crise? Apostando no futuro! Pois quando não cremos no futuro, nos rendemos facilmente.

Imagine alguém que está se afogando. Para sobreviver, tem que nadar. Mas não há motivação melhor para fazê-lo vencer o cansaço e continuar nadando, do que avistar terra firme.

Esta crise vai passar, assim como todas que a antecederam. Mas os que confiam no Senhor se manterão firmes até o fim.

Pensemos no hoje, plantemos alface. Pensemos no amanhã, plantemos trigo. Pensemos no dia depois de amanhã, plantemos uma árvore.

Obrigado, Pr. Tony, por esta analogia brilhante e pela conversa produtiva que tivemos.
as apenas 15% dos participantes escolheram a locação correta, enquanto 24% (a maior parte) acreditava que eu estava em um cemitério. Isso ocorreu em todas as tentativas", afirmou Wiseman. O objetivo do teste, segundo Wiseman, era testar se o grupo realmente tinha habilidades paranormais, e se os que acreditavam ter essas habilidades se sairiam melhor dos que os outros. A experiência atraiu mais de mil participantes, com 38% deles indicando acreditar em fenômenos paranormais e 16% afirmando ter alguma habilidade psíquica.

Não houve diferença de resultado entre os participantes que se diziam "paranormais" e os céticos.

Quando os participantes ficavam sabendo qual era a locação verdadeira, no entanto, aqueles que acreditavam ser paranormais tinham maior tendência a tentar se convencer de que havia alto nível de correspondência entre o que eles tinham "visto" e a locação real.

A diferença entre os grupos foi bastante notável, afirma a New Scientist, com 31% dos que acreditavam ter "habilidades" indicando uma correspondência "considerável" entre o que eles "viram" e a locação verdadeira, em comparação com apenas 12% dos céticos.

"Este tipo de pensamento criativo pode fazer com que as pessoas vejam relações ilusórias com o mundo real e poderia, por exemplo, ajudá-las a se convencer de que há semelhanças escondidas entre seus sonhos e eventos reais", afirmou o professor.

"Mas talvez, o mais interessante seja mostrar que milhares de pessoas toparam participar de um estudo instantaneamente no Twitter", disse Wiseman.

Fonte: BBC Brasil

13/06/2009



Comentários


Alcides // postado em 16/06/2009 às 00h31
Interessante mas o final ficou um pouco confuso.

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